Cheguei a casa exausta.
Entre ler (tentar acabar o livro) e a Tv. parei no SicMulher. Estava a dar a Oprah com a rubrica “Dieta das Dívidas”. Fabuloso! O lema era “Vamos tirar a América das dívidas!”
Nesta época não podia calhar melhor e tenho pena que cá em Portugal não exista alguém tão mediático como ela e com um programa tão bom em serviço público. A calamidade de dívidas que existem em Portugal merecia uma rubrica dedicada ao tema e, acima de tudo, alguém que ensinasse as famílias a controlarem o seu orçamento.
Primeiro há que contabilizar o que recebemos liquido ao final do mês com todos os extras que possamos ter. A dieta apresentada é simples e em percentagens do que deveríamos estar a gastar das áreas que nos rodeiam. Ora vejam:
Casa – 35% do orçamento mensal líquido (e casa tem de estar incluído tudo o que gastamos com a casa, desde consumíveis até seguros)
Alimentação e outros – 25%
Transportes – 15%
Dívidas – 15% (cartões de crédito e/ou empréstimos pessoais)
Poupança – 10% (porque temos que planear o nosso futuro pessoal)
Ora todos sabemos que existem pessoas/famílias que vivem muito acima disto e do seu orçamento mensal. Pois o conselho é simples: saiam desse ciclo vicioso!
O primeiro passo é ver quanto se esta a gastar com a casa. Se for muito acima dos 35%, a opção pode passar por vender a casa e optar por uma solução dentro desse valor. Depois é ver quanto se anda a gastar em dívidas. No caso dos cartões de crédito, foi aconselhado ligarem para a companhia do cartão e pedirem para baixar a taxa de juro. Se não receberem nenhuma resposta positiva, a solução pode passar por ligar a outras companhias de crédito e ver quanto oferecem de taxa de juro e quais as vantagens de transferir o saldo do cartão para elas, no entanto, o objectivo é pagar os cartões o mais rápido possível e com a menor taxa de juro.
Plano de acção – reduzir as dívidas ao máximo com o objectivo de alcançar o esquema apresentado mais acima!
Lema – todos temos que poupar e preparar o futuro!
Durante um mês apontem tudo mas tudo o que gastam diariamente e onde. Façam um balanço no final e vejam onde estão a gastar demais e onde podem poupar!
Mais umas dicas:
Alimentação – Não gastem dinheiro em coisas que todos sabemos que compramos por impulso e depois até se estragam porque não as comemos. Além disso, existem superfícies comerciais que apresentam soluções em detergentes de roupa, lava-chão e afins, de boa qualidade e a menos de metade do preço das marcas comerciais.
E por favor, não façam uma mesa de Natal com exageros, sabemos que metade das azevias vai estragar-se, os coscorões ficam velhos, os chocolates fazem borbulhas, para quê um borrego desse tamanho? Um peru de 10kg para 6 pessoas? 3 pratos? 5 sobremesas? Nem vou tentar sensibilizar para outras coisas. Campanhas de solidariedade já chegam. Olhem para as vossas casas, para o vosso orçamento!
Incutam esse sentido aos vossos filhos, e acima de tudo, transformem-se em exemplos, modelos de vida para eles. Não há necessidade de terem 15 barbies, 6 nenucos e PS2 e Xbox, telemóvel, e (importante) roupa a mais e que usam 1 ou 2 vezes para depois a darem novinha! Todos sabemos que estão em crescimento. Tudo o que é a mais é desperdício que podem poupar.
Eu não sou uma pessoa que tem muitas dívidas. Tenho a casa e as contas e um cartão de crédito que uso esporadicamente, mas estou muito entusiasmada com a “dieta das dívidas” e vou tratar de diminuir a minha taxa de juro do cartão, vou apontar tudo o que gasto diariamente e onde durante um mês e vou verificar onde posso poupar mais.
Já estou a construir a minha tabela de Excel para o efeito. Até porque, não digam a ninguém, mas eu sou uma impulsiva em promoções de supermercado. Não posso ver “na compra disto oferecemos aquilo”, “Leve 3 pague 2” e por aí fora. Mas vou controlar-me, vou, vou!
Eu sei que chegou o subsídio, mas a sério, façam o exercício e consultem as percentagens do que gastam e onde. É importante. Falem aos vossos amigos, publiquem nos vossos blogs o que fizeram e como!
Pode ser que até consigamos “tirar Portugal das dívidas”! Porque não?


Eu acabava já com o subsídio de férias e com o de Natal. Dividia o ganho anual por 12. Desta forma, cada um teria mais dinheiro disponivel mensalmente para gerir com responsabilidade...
Aliás, é o que a maior parte do mundo civilizado faz.
Bjks