- Olá.
- Estás bem?
- Sim, estou óptima, e tu?
- Mais ou menos.
- Hmmm…
- Quando me podes ajudar no que te pedi?
- Ah… não sei… sabes… tenho coisas programadas até ao final do mês.
- Uma agenda muito preenchida então…
- É, sabes como é, os natais e as trocas de prendas e isso… não dá. Talvez para o ano…
- Então é melhor marcarmos um dia pró ano.
- Depois falamos.
(pausa)
- Sofia, queres vir ter comigo?
- Não.
- Quando nos vemos?
- Já te disse que não.
- Já sei que viste umas fotos minhas… sentiste ciúmes?
- Não. Era como se tivesse a ver outra pessoa.
- Tens saudades minhas?
- Tenho.
- Ainda me amas?
- Não sei bolas! Raios!
- Não fiques assim…
- Lembras-te quando me pediste um último fim-de-semana? Em Maio?
- Sim, lembro. E do email enfurecido que me enviaste…
- Inicialmente tinha escrito outro, não era nada daquilo que te queria dizer. Tinha tanto para te dizer…
- Diz, eu sei que me queres dizer. Diz…
- Não. Sabes, guardei-o e em Julho estive para te enviar o email, mas não enviei. Em Setembro, a mesma coisa, mas não enviei… Não era agora…
- Mas envia! Envia-me as tuas palavras!
- Sabes que mais?! Queres saber? (...) !
Só isso…
XAU!
(chamada desligada)
Estou afastada do telemóvel…


Eu sabia. Eu tinha razão.Á grande mulher. Boa. Estava a ver que não. Eu sabia que ias dizer aquilo que sentias, agora força. Vai em frente.