Mas isso é outra história.
Existem muitos tipos de homens, mas as características mais gritantes de alguns passo a nomear em apenas 3 tipos:
Os homens Cosmo (não que tenha conhecido muitos), os homens Coiso e homens Feira-do-relógio são um exemplo disso.
O homem-Cosmo:
É um homem com uma cultura vasta. Fala das coisas que se interessa de forma tão apaixonada que estaríamos horas a ouvi-lo. Tem muito bom gosto, percebe de vinhos e gastronomia. Cheira deliciosamente bem e veste-se de forma surpreendentemente adequada. Sabe dançar, é confiante e leva-nos a lugares diferentes. Aprecia sabores e não come; saboreia (tudo). Também se gaba, mas de forma subtil e requintada com formato de experiência de vida. Não se esforça muito por agradar, usualmente agrada e sabe que agrada.
Defeito: como não podia deixar de ser a maioria são gays, mas ainda há uns especimens hetero, a dúvida subsiste no que está por detrás deste homem fascinante, na generalidade é um insatisfeito.
O homem Coiso:
Antes de mais devem de estar a pensar o porquê do nome Coiso. Bom, este tipo de homem na verdade é um indeciso, logo, não tem nome, é um Coiso.
Tem cultura q.b. e acha-se o máximo por isso, aliás, gaba-se ao estar constantemente a demonstrá-lo. Nota-se bem quando de uma conversa sobre um tema banal fala de povos ancestrais e dos seus costumes para justificar algo que nunca chegamos a muito bem a entender. Acha que percebe imenso de mulheres e desenvolveu alguma tácticas e discurso que usa com todas nas ocasiões que provoca. Tem um estilo próprio que usa durante a semana e outra que usa quando sai. Mas não passa daí. Ao final do terceiro encontro já sabemos com vai vestido. Aliás, aquando o terceiro encontro já se sabe o que dizer ou fazer para obter determinada reacção do homem Coiso. Não é muito dado a experiências e fica-se melhor pelo que já conhece.
Reforço! No terceiro encontro continuamos a ir ao mesmo sítio no final da noite! (é o habitat natural onde se sente à vontade)
Eu disse que era um indeciso. Se passarmos algum tempo com ele vemos que metade é capa para tapar um verdadeiro menino da mamã. Tem crises existenciais e não sabe o quer.
Está muito associado ao que vulgarmente chamamos de “cabrão”.
Particularidade: de início pode ser confundido com o homem Cosmo. O grande ponto a favor é que nos diverte e faz rir.
O homem Feira-do-relógio:
Bem, este não precisa de muita apresentação. É cheio de truques e manhas, mas não passa por nenhum dos dois acima. Pode até usar pulseira tipo à chulo ou aquele fio muito chegado ao pescoço com camisa branca. Gaba-se dos encontros que já teve com as antigas conquistas porque acredita que assim fica mais apetecível. Leu algumas coisas sobre mulheres e baseia-se nelas para tentar interpretá-las. Tem um carro diferente, com uma cor diferente, e anseia por ser diferente e ousado. Pode eventualmente falar uns decibéis acima do normal. A forma mais usual de seduzir é a provocar e a picar como forma de provocar reacções. Conduz com uma mão no volante, outra nas mudanças e ás vezes até meio inclinado para o lado do pendura, especialmente se nós formos lá.
Particularidade: A noite normalmente termina connosco a chamar um táxi que nos leve a casa.
Depois ainda existem os intermédios, que são aqueles que nunca se percebe muito bem para que categoria pendem mais. Assim uma espécie de Homem Misto.
No entanto, todos têm uma coisa em comum; gabam-se imenso, e tal como na selva, estão mais interessados em pavonear-se e em mostrar como são o máximo do que propriamente em ver os diversos sinais que lhe são enviados. Esquecem-se que não escolhem. São escolhidos.
(continua…)


Pois é...no fundo, no fundo são todos iguais. Acham-se um máximo e adoram gabar-se dos seu feitos.
E nós ( mulheres ) deixamo-los pensar que les é que mandam e controlam. Quando no fundo nós é que fazemos o que queremos...lol
Beijokas