- Desculpa?
-… como na química. Existem agentes que não se podem misturar…
- Mas, tu estás a falar de quê?
- De ti. Da mistura de características que há em ti.
- Aaah… (cara enjoada) dá-me música.
- Preferes que te diga que estou louco por ti?
- Não.
- Sabes, acho que é muito fácil alguém apaixonar-se por ti.
- Não sei como encare isso que disseste. Soa a futilidade.
- Não é. Não há nada de fútil numa pessoa fascinante.
- Isso é conversa. Nunca sei qual é o fascínio. Ás tantas não posso relacionar-me com ninguém…
- Claro que sim. Ai de ti que me prives da tua companhia!
- Não te posso deixar exagerar… (sorrio)
- Pois não, não podes (enquanto sorri de volta) … é perigoso. Depois vou citar Saint Exupérie…
- Essa passagem devia de ser censurada para sempre. Não posso ser responsabilizada…
- Mas és tu quem despertou estes sentimentos.
- A parte que mais me custa é magoar. Acaba sempre por existir uma mágoa quando um amor não é recíproco não achas?
- Acho que são os amores contrariados que movem o mundo, que até levam a conhecermo-nos melhor.
- Deves ter razão. Acaba sempre por nos levar a olhar para dentro e fazer uma introspecção.
- Como se soubesses do que falas… puuff.
- Quê? Achas que nunca tive um amor contrariado?
- Não.
- Ou és tolo ou estás novamente a dar-me música. A seguir vais dizer-me algo assim: “qual era o homem que ousaria rejeitar-te?”
- Bolas! Essa era a minha deixa!
(risos)
- Toda a gente tem um amor contrariado. Provavelmente até, aquele que chamam o “grande amor”.
- Eu tive muitos…
- Huuummmm…. Tenho as minhas dúvidas!
- Está bem, apanhaste-me. Mas, estou perdido por ti! E não tenhas dúvidas em relação aos meus sentimentos. Já te conheço há quase 1 ano para, até eu, pensar que é só atracção… o teu olhar…Sofia… não tenho hipótese pois não?
- Não.


Coitado, mas pelo menos foste verdadeira e eu brindo a isso.